Menu

Obesidade Zero

dezembro 4, 2013 - Alimentação, Beleza, Corpo, Nutrição
Obesidade Zero
5 (100%) 1 vote
1Oo4--Dhvn0

Reprodução

 

Obesidade Zero

Artigo da revista Época 2003 revisado e reeditado.

 

Atualmente, no Brasil, conter a obesidade se coloca como um desafio tão urgente quanto conter a fome. Apesar de não sabermos ao certo qual é o número real dos famintos brasileiros, o número de pessoas com excesso de peso já ultrapassa a marca de 70 milhões e representa 40% da população (IBGE, 2002). Podemos concluir que o Brasil que come mal é maior do que o Brasil que tem fome. É preciso tratar o mal da obesidade, pois este abre caminho para muitas outras doenças, além de sobrecarregar o sistema hospitalar e elevar o orçamento da saúde.

A Organização Mundial de Saúde já declarou que a obesidade é uma epidemia global que ameaça principalmente os países em desenvolvimento, assim como o Brasil, a Índia e a África do Sul. Em duas gerações, a população passou da faixa de desnutrição para a de obesidade. Fato que ocorre devido ao acesso fácil à comida industrializada barata, cheia de gorduras, açúcares e, incrivelmente, gostosas.

A obesidade já é responsável por 30% das mortes no Brasil. A classe média e a classe alta podem controlar melhor o seu relacionamento com a doença, pois têm oportunidade de praticar atividade física, de ter acompanhamento nutricional e até programas de emagrecimento. Por isso, cada vez mais a obesidade estará relacionada à pobreza.

Hoje sabemos que o obeso sofre de alterações no sistema metabólico determinadas pelos genes. É comprovado que o organismo de algumas pessoas produz gordura com mais facilidade e que a alta produção de grelina, hormônio que avisa o cérebro que já é hora de comer, leva o indivíduo a comer em excesso.

Quando todos os recursos falham e o excesso de peso se torna uma ameaça iminente à saúde, alguns indivíduos enfrentam a cirurgia de “redução do estômago”, reduzindo a capacidade natural do estômago, que é de 1500 ml, para apenas 200 ml. O indivíduo passará a comer porções muito pequenas de comida em cada refeição.

Vale lembrar que outros métodos, tais como atividade física e dieta balanceada, poderiam dar conta do recado. O hábito saudável é o grande ensinamento para que os filhos sintam o prazer da alimentação balanceada. Na década de 1960, criança gordinha era símbolo de saúde e hoje é aviso de que certamente será um adulto doente.

A obesidade é o caminho para muitos distúrbios, por exemplo:

● Cérebro – eleva o risco de derrame em homens e mulheres e está relacionada ao declínio mental em homens.

● Coração – abre caminho para o infarto, mais de 75% dos casos de hipertensão e outras doenças cardiovasculares.

● Seios – as obesas correm risco mais elevado de câncer de mama e de outros tumores, como de rins, de esôfago, de estômago e de intestino.

● Pulmões – as dificuldades respiratórias acometem a maioria dos obesos. Alguns chegam a sofrer de redução do volume dos pulmões.

● Fígado – o acúmulo de gordura no órgão agride o fígado em pacientes não-alcoólatras.

● Pâncreas – eleva a resistência à insulina e a intolerância à glicose. Mais de 90% dos diabéticos do tipo II são obesos.

● Aparelho reprodutivo – reduz a fertilidade feminina e, no homem, compromete a produção de espermatozoides.

● Ossos – provoca osteoartrite – o comprometimento das articulações que leva à perda de movimentos.

● Circulação – é fator de risco para a insuficiência venosa crônica – a circulação inadequada de sangue pelas veias.

 

Esta é a palavra de ordem do momento. Obesidade zero!

 

Matheus Pupim – CREF: 18.785-G/SP

Personal Alternativo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.